Uso da gelatina fibrilar para hemostasia na neurocirurgia pediátrica

Nome: RAFAEL COLODETTI

Data de publicação: 22/08/2025

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
BRUNO HENRIQUE FIORIN Examinador Externo
DENISE MIYUKI KUSAHARA Examinador Externo
FLAVIA DE PAULA Examinador Interno
ITALLA MARIA PINHEIRO BEZERRA Examinador Externo
SONIA ALVES GOUVEA Presidente

Resumo: Introdução: A neurocirurgia pediátrica possui peculiaridades por tratar pacientes com variedade de porte e desenvolvimento físico, contemplando doenças, por vezes, inexistentes entre os adultos. Estas características os tornam mais susceptíveis às complicações operatórias por baixa tolerância a sangramentos. Sendo, portanto, o uso de hemostáticos tópicos propicio para o controle rápido de hemorragias em todos os períodos cirúrgicos. Objetivo: Avaliar a aplicabilidade e desempenho do hemostático à base gelatina fibrilar (HBGF) na neurocirurgia pediátrica. Material e Métodos: A seleção do grupo amostral foi aleatória, intencional e não probabilística. A avaliação de desempenho do HBGF deu-se pela aplicação de questionário de desempenho contendo uma classificação em 5 tópicos (excelente, bom, satisfatório, moderado e ruim), direcionados quanto suas características em parar sangramentos, capacidade de absorção, manuseio geral, aderência à lesão e facilidade de
reposicionamento. O acompanhamento dos parâmetros clínicos e de neuroimagens ocorreu 24 horas e 30 a 60 dias após abordagem cirúrgica. Para as análises dos dados foram utilizados testes estatísticos apropriados. Resultados: A amostra foi dividida em 4 grupos, sendo o Grupo 1 (G1) cirurgias abertas para ressecção de tumor cerebral; Grupo 2 (G2) cirurgias abertas, não tumor cerebral; Grupo 3 (G3) procedimentos minimantes invasivos; e, Grupo 4 (G4), tumores na fossa posterior. A maior prevalência foi na faixa entre 2 e 5 anos, em meninas e com biodegradação total do HBGF em até 8 semanas. Em
todos os grupos, majoritariamente, tiveram um tempo de hemostasia “<30 segundos” e classificação “excelente” para os parâmetros de eficácia em parar o sangramento, capacidade de absorção, manuseio geral (camadas/tufo), aderência ao tecido lesionado e facilidade de reposionamento. Houve associação significativa entre a efetividade em estancar o sangramento,
capacidade de absorção, aderência ao tecido e tempo de hemostasia, em todos os grupos. Não houve necessidade de reabordagem cirúrgica, nem sinais de fístulas liquóricas ou infecção da ferida operatória. Conclusão: Não ocorreram
complicações imputáveis ao uso do hemostático à base de gelatina suína, na apresentação fibrilar. Este demonstrou possuir viabilidade, bom desempenho e segurança em diversos procedimentos da neurocirurgia pediátrica.

Acesso ao documento

Acesso à informação
Transparência Pública

© 2013 Universidade Federal do Espírito Santo. Todos os direitos reservados.
Av. Marechal Campos, 1468 - Bonfim, Vitória - ES | CEP 29047-105