DISTRIBUIÇÃO Espacial da Mortalidade Por Câncer de Cabeça e Pescoço no Estado Espírito Santo e Indicadores de Prognóstico

Nome: Jéssica Graça SantAnna
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 17/02/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Sandra Ventorin von Zeidler (M/D) Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Breno Valentim Nogueira Examinador Interno
Maria Paula Curado Coorientador
Rejane Faria Ribeiro Rotta Examinador Externo
Sandra Ventorin von Zeidler (M/D) Orientador

Resumo: O conhecimento sobre a mortalidade de câncer e evolução permite ferramentas
cruciais para programas regionais no controle do câncer, e os estudos de
biomarcadores moleculares, são essenciais no prognóstico de pacientes com câncer
de cabeça e pescoço (CCP). A expressão da proteína p53 nos tumores pode presumir
estadio avançado ou metástase, levando a maior relevância deste biomarcador para
o carcinoma epidermóide oral (CEO). O objetivo deste trabalho foi investigar a taxa de
mortalidade do câncer de cabeça e pescoço em seus aspectos epidemiológicos,
espacial e temporal no estado do Espírito Santo bem como averiguar a expressão da
proteína p53 em carcinoma epidermóide oral, sua relação com dados
clínicopatológicos, histopatológicos e seu potencial uso como biomarcador de
prognóstico. Foram reunidos dados no período de 1998 a 2017, de óbitos confirmados
por câncer de cabeça e pescoço com dados obtidos pelo programa Departamento de
Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS,Brasil) no estado do Espírito Santo,
assim como, casos de carcinoma epidermoide oral de um estudo multicêntrico do
Brasil e Reino Unido no período de 2010-2017. Trata-se de um estudo ecológico
exploratório temporal das taxas de mortalidade por câncer de cabeça e pescoço,
utilizando análise de regressão linear, na qual a variável independente foi o ano do
óbito. Os modelos foram ajustados para variáveis selecionadas, e taxas padronizadas
por microrregião do estado distribuídos espacialmente. O estudo longitudinal
prospectivo com lâminas histológicas obtidas de 95 casos de carcinoma epidermóide
oral com a construção de microarranjo tecidual (TMA) de três regiões distintas: epitélio
adjacente ao tumor, displasia e tumor, e submetidas à imuno-histoquímica para
investigação da expressão de p53. Para análise de regressão linear foi utilizado o
percentual anual médio (AAPC) da mortalidade de casos com CCP, cauculados a
partir do software “jointpoint” e para averiguar a expressão de p53 considerando a
marcação nuclear em queratinócitos através de H-Score. O nível de significância
considerado para todos os testes estatísticos foi de 95%. Teste Qui-Quadrado foi
empregado para instituir associações entre as variáveis clinicopatológicas estudadas
na expressão da proteína. Dos resultados obtidos, 85% da mortalidade de câncer de
cabeça e pescoço no período estudado foi em homens, sendo observado no mesmo
período o aumento da tendência em todos as regionais de saúde do Estado, além
dos valores dos sítios a cavidade oral (APPC 1,1% anual), orofaringe (APPC 4,7%
anual), e laringe (APPC 2,6% anual). Entre as mulheres o aumento foi na região
central do Estado e na cavidade oral (APPC 6,6% anual). Em relação a expressão de
p53 na cavidade oral, houve significância entre a expressão e o padrão de invasão
(p=0,046). Dentre a investigação das taxas de mortalidade no estado do Espírito Santo
no sexo masculino, observamos significância nas variáveis faixa etária de 40 a 59 e
60 anos e mais, nas regiões de saúde: Central, Metropolitana, Norte, Sul e nas
topografias da cavidade oral, orofaringe e laringe. Em relação ao sexo feminino a
região de saúde Central e a topografia cavidade oral mostraram significância. As
taxas podem estar relacionadas com distintição em aspectos socioeconômicos e
sociodemográficos. Possibilitando estratégias de ação para o combate do CCP no
estado. Na investigação da expressão da proteína p53 houve associação significante
com o padrão de invasão, mostrando um participação importante nos estágios inicias
da tumorigênese. Porém não foi observada associação com demais aspectos
clinipatológicos e histopatológicos, mostrando que a proteína p53 e sua aplicação
como biomarcador não foi suportada.

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