AVALIAÇÃO do Potencial Osteointegrativo de Biomaterial Ósseo

Nome: Ruy Rocha Gusman
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 23/09/2019
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Breno Valentim Nogueira Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Breno Valentim Nogueira Orientador
Camille de Moura Balarini Examinador Externo
Flavia de Paula (M/D) Examinador Interno
Jones Bernardes Graceli Examinador Externo

Resumo: A necessidade crescente de utilização de enxertos ósseos, principalmente relacionados com as cirurgia ortopédicas e odontológicas, está gerando a necessidade da produção de novos biomateriais. Diante desta necessidade o emprego de xenoenxerto tem sido uma alternativa como biomaterial. A utilização de enxerto ósseo mais jovens, que forneçam fatores primitivos envolvidos no desenvolvimento ósseo, poderiam induzir uma regeneração óssea mais eficiente, o que pode ser encontrado utilizando-se enxerto ósseo de origem fetal. Objetivou-se testar a osteointegração de um biomaterial ósseo descelularizado produzido a partir de osso fetal bovino tratado com SDS 0,5% para utilização em biogenharia tecidual. Para testar a osteointegração foi realizada a aplicação de enxertos em orifícios craniais em ratos. Posteriormente foram utilizadas técnicas de coloração histoquímica e de microscopia óptica, bem como a avaliação quantitativa do colágeno pelo programa ImageJ. Não houve diferenças estatísticas entre os diferentes grupos avaliados, independentemente do tipo de enxerto utilizado (FC : Fetal controle ou celularizado, FD : Fetal descelularizado, AC : Adulto controle ou celularizado, AD : Adulto descelularizado), e do tempo de eutanásia dos animais (2 ou 4 semanas). Mesmo para os animais que não receberam enxerto (Vazio : VZ), não houve significância estatística para os mesmos períodos de eutanásia citados. Porém a avaliação qualitativa pela microscopia óptica demonstrou uma disposição das fibras colágenas no sentido longitudinal e paralelas fazendo a união entre os ossos remanescentes (no local onde foi realizado o orifício no crânio dos animais), e também a formação de cartilagem nos orifícios craniais dos grupos descelularizados. Issoparece demonstrar um potencial dos xenoenxertos tratados com SDS 0,5% para funcionarem como biomateriais no futuro. Novas avaliações serão necessárias para a confirmação deste potencial.

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