BUSCA de Biomarcadores em Longevidade Humana: Investigação dos Genes Mthfd1l e Serpina3

Nome: Rayanne Ferreira Ayres
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 25/02/2019
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Flavia de Paula (M/D) Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Carlos Magno da Costa Maranduba Examinador Externo
Flavia de Paula (M/D) Orientador
Flavia I. V. Errera (M) Examinador Interno
Geralda Gillian Silva Sena Examinador Interno

Resumo: A longevidade humana, tempo que excede a expectativa média de vida da população, é uma característica multifatorial determinada por fatores ambientais e de predisposição genética. Apesar de vários estudos investigarem a influência de componentes ambientais na longevidade, o papel de variantes genéticas nesta característica ainda não está bem esclarecido. Genes que participam do metabolismo de aminoácidos e genes que atuam em processos inflamatórios, como os genes MTHFD1L e SERPINA3, respectivamente, poderiam influenciar nas variações de tempo de vida de indivíduos de uma população. Assim, este estudo teve como objetivo avaliar se existe associação dos polimorfismos de MTHFD1L (rs11754661) e SERPINA3 (rs4934) com a longevidade humana em indivíduos atendidos em um hospital de referência no atendimento de geriatria da Grande Vitória-ES, Brasil. Foram selecionados 436 participantes, divididos em grupos de longevos (acima de 85 anos) e idosos com idade próxima a expectativa de vida da população (entre 70 e 75 anos). A genotipagem foi realizada por PCR em tempo real e os polimorfismos identificados estavam em equilíbrio de Hardy-Weinberg. As análises estatísticas foram realizadas por meio dos testes de Odds Ratio (OR) com Intervalo de Confiança de 95%, χ² e Fisher, com p-value ≤0,05. Não foi observada associação do polimorfismo rs4934 do gene SERPINA3 com a longevidade. Todavia, o alelo G do polimorfismo rs11754661 do gene MTHFD1L se comportou como um alelo de risco para a longevidade humana na população analisada (p=0,027; OR=1,976; IC 95% variando de 1,080 a 3,616), bem como o genótipo GG (p=0,030; OR=2,006; IC 95% variando de 1,070-3,761), enquanto que o genótipo AG atuou como fator de proteção (p=0,041; OR=0,518; IC 95% variando de 0,275 a 0,974). Os resultados sugerem que o polimorfismo rs11754661 do gene MTHFD1L está associado com a longevidade humana na amostra de indivíduos da Grande Vitória-ES, Brasil e que o polimorfismo rs4934 do gene SERPINA3 não está associado com longevidade na amostra avaliada.

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