EXPRESSÃO da Proteína Bcl-2 Como Potencial
biomarcador de Progressão Tumoral em Carcinoma
epidermóide Oral

Nome: Anna Clara Gregorio Có
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 08/03/2019
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Sandra Ventorin von Zeidler (M/D) Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Breno Valentim Nogueira Examinador Interno
Fausto Edmundo Lima Pereira Examinador Externo
Sandra Ventorin von Zeidler (M/D) Orientador
Tarcília Aparecida da Silva Examinador Externo

Resumo: O carcinoma epidermóide oral (CEO) é o tipo histológico mais comum do câncer
da cavidade oral e apresenta elevada taxa de mortalidade, cerca de 50% dos
indivíduos diagnosticados com CEO evoluem ao óbito dentro de um período de
até 5 anos. Atualmente não existem biomarcadores capazes de predizer o
prognóstico e a progressão tumoral, logo o estudo de proteínas responsáveis
pelo controle apoptótico e, portanto, envolvidas na carcinogênese, tem estado
em evidência. Assim, este estudo tem como objetivo avaliar a expressão da
proteína Bcl-2 (B-cell lymphoma protein) como biomarcador de prognóstico e
progressão tumoral em CEO. Utilizamos, para isso, dados clínicos e de
seguimento de 109 indivíduos com diagnóstico conclusivo de CEO. Análise
histopatológica de gradação, padrão de invasão, infiltrado linfocitário, invasão
perineural, vascular e linfática tumoral foram avaliadas em lâminas coradas em
Hematoxilina e Eosina. Fragmentos de tecido tumoral, displasia e epitélio
adjacente ao tumor foram dispostos em microarranjos teciduais e submetidos à
imuno-histoquímica, utilizando anticorpo anti-Bcl-2, clone 124. Elevada
expressão de Bcl-2 foi observada no tecido tumoral, em relação ao epitélio
adjacente ao tumor e displasia (p=0,033), bem como no fronte de invasão
tumoral associado ao alto grau de infiltrado linfocitário tumoral (p=0,001). Não
foi observada diferença entre a expressão de Bcl-2 em tecido tumoral quando
comparada às variáveis clínico-patológicas: tamanho do tumor,
comprometimento linfonodal, estadiamento, idade, sexo, consumo de álcool e
tabaco. Adicionalmente, a expressão de Bcl-2 não foi associada ao prognóstico
nas análises de sobrevida global e livre de doença. Concluímos que a proteína
Bcl-2 pode ter papel importante em indicar o potencial de transformação maligna
do epitélio oral no modelo de progressão tumoral utilizado, podendo ser um
potencial biomarcador de evolução da displasia de alto grau para o CEO. No
entanto, neste estudo, a expressão de Bcl-2 não mostrou ser um bom
biomarcador de prognóstico.

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