Efeito da longevidade na resposta a alta pressão hidrostática de Saccharomyces cerevisiae.

Nome: Brigida de Almeida Amorim Spagnol
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 25/02/2016
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Patricia Machado Bueno Fernandes (M/D) Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Antonio Alberto Ribeiro Fernandes Coorientador
Breno Valentim Nogueira Examinador Interno
Glaucia Rodrigues de Abreu Examinador Externo
Patricia Machado Bueno Fernandes (M/D) Orientador

Resumo: Muitos estudos mostram que existe uma forte relação entre a ativação de vias reguladoras de resposta ao estresse, longevidade e envelhecimento. Embora as causas do envelhecimento sejam multifatoriais, essas vias reguladoras se mostram surpreendentemente conservadas entre os eucariontes. Manter os mecanismos de resposta ao estresse eficientes pode ser uma estratégia potencial para prolongar a
longevidade, retardar o envelhecimento e o surgimento das doenças associadas a idade. A ciência da longevidade e do envelhecimento conduz ao uso de organismos modelos como as leveduras Saccharomyces cerevisiae, pois estas células revelam também
preservação das vias envolvidas com o balanço energético, acúmulo de danos, resposta ao estresse, integridade genômica, apoptose, entre outros. Diante disso, esse trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos da alta pressão hidrostática (HHP) em células-mães e células-filhas de S. cerevisiae, a fim de elucidar se a longevidade favorece a resposta
ao estresse. Para isso, separaram-se células-mães de células-filhas através do método de cromatografia de afinidade, onde as células-mães tiveram sua superfície celular marcada com biotina e estreptavidina contendo microesferas magnéticas. Após isso, permitiu-se que essas células-mães gerassem célulasfilhas que nascessem sem marcação. Assim, o inoculo foi adicionado a uma coluna magnética, na qual, as células marcadas ficavam retidas e as não marcadas eluiam para um tubo de ensaio. Para indução do estresse, utilizou-se a HHP que é uma ferramenta capaz de induzir estresse oxidativo em S. cerevisiae, e isso possibilitou analisar a sobrevivência das leveduras e a expressão de genes envolvidos com resposta ao estresse, longevidade e envelhecimento. Observou-se que células-mães e filhas apresentam consideráveis diferenças desde as taxas de sobrevivência quanto aos resultados de expressão gênica. De forma que o primeiro grupo de células apresentou melhores resultados na resposta adaptativa ao
estresse do que o segundo grupo. Dessa forma, podemos concluir que o estresse mostrou contribuir com a longevidade e a longevidade também mostrou ser importante para os mecanismos de respostas adaptativas mais eficazes contra os estímulos estressores.

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