Análise dos polimorfismos do gene do receptor de estrogênio alfa (RE) (PvuII e XbaI) e seu papel na osteoporose pós-menopausa.

Nome: Leticia Soncini de Souza
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 18/05/2009
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Ian Victor Silva Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Flavia de Paula (M/D) Examinador Interno
Flavia I. V. Errera (M) Examinador Externo
Ian Victor Silva Orientador
Leticia Batista Azevedo Rangel Coorientador

Resumo: A osteoporose é uma das principais doenças associadas ao envelhecimento que atinge um número considerável de indivíduos, afligindo majoritariamente mulheres após a menopausa. Mutações e polimorfismos nos receptores de estrogênio &#945; e &#946; (RE &#945; e &#946;) mostram alta correlação com a baixa Densidade Mineral Óssea (DMO) durante a senescência. Portanto o objetivo do estudo foi investigar o papel de alguns polimorfismos de nucleotídeo único (SNP) presentes no receptor de estrogênio alfa - RE&#945; (Pvu II e Xba I) em mulheres normais e osteoporóticas estabelecendo relações entre estas alterações gênicas, seus parâmetros clínicos e bioquímicos com a osteoporose. Um total de 211 mulheres, todas já na pós-menopausa, consentiram e participaram do estudo. Para tal, passavam por uma anamnese clínica, pelo exame de densitometria óssea (DXA) e coleta sangüínea para extração de seu material genético, ensaios sorológicos e imunoenzimáticos. Todas as pacientes apresentaram idade acima ou igual a 50 anos (mediana da idade de 66±1,02 anos) Após extração do DNA foram amplificados fragmentos de 119pb pela técnica de PCR com posterior digestão com duas enzimas de restrições Pvu II e Xba I para análise dos polimorfismos existentes e determinação dos genótipos das pacientes. Baseado nos resultados da DMO as pacientes foram classificadas em osteoporóticas ou normais. Não houve relação entre o SNPs de Xba I com a propensão à osteoporose, porém, para o SNP Pvu II observou-se uma relação estatisticamente relevante com a osteoporose (X2 p= 0,04) principalmente em mulheres acima de 65 anos (X2 p= 0,008). Quanto ao perfil sérico não foi detectada nenhuma diferença entre o grupo de mulheres normais e osteoporóticas. Os testes imunoenzimáticos mostraram, contudo, um aumento significativo da osteocalcina circulante, marcador de formação óssea, nas pacientes osteoporóticas (Teste T, p<0,05) sem, contudo, diferença na concentração fragmento C-terminal de colágeno tipo I (CTx), marcador de reabsorção óssea. Todavia, foi verificado que a presença do alelo p está associada a uma tendência de aumento mais acentuado da concentração de CTx e de diminuição da concentração de osteocalcina com o passar da idade. Em conclusão, pode-se observar que somente o SNP Pvu II no gene do RE&#61537; está relacionado com a baixa DMO, sendo este efeito mais observado em mulheres com idade mais avançada. Em adição, foi observado também que os marcadores séricos de atividade óssea (osteocalcina e CTx) são influenciados pelo elemento polimórfico em questão de forma idade dependente.

Acesso à informação
Transparência Pública

© 2013 Universidade Federal do Espírito Santo. Todos os direitos reservados.
Av. Marechal Campos, 1468 - Bonfim, Vitória - ES | CEP 29047-105