A influência dos polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) PvuII E XbaI do receptor de estrogênio alfa (ESR1) no risco associado à doença e na expressão protéica do ESR1 no câncer de ovário

Nome: Karine Lourenzone de Araújo Dasilio
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 22/12/2008
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Ian Victor Silva Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Antônio Chambô Filho Examinador Externo
Ian Victor Silva Orientador
Iuri Drummond Louro (M/D) Examinador Interno
Leticia Batista Azevedo Rangel Coorientador

Resumo: Segundo a Sociedade Americana de Câncer (ACS), em 2008, o câncer de ovário (OVCA) será a oitava malignidade entre as mulheres, entretanto será a quinta causa de morte por câncer entre elas. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCa) considera o OVCA como o câncer ginecológico de maior letalidade. A maioria das pacientes acometidas por OVCA, cerca de 80%, encontra-se em estádios avançados da doença ao diagnóstico. Aproximadamente 90% dos OVCAs são originados das células epiteliais da superfície dos ovários e são denominados câncer ovariano epitelial (EOC) ou adenocarcinomas. A maioria dos OVCAs são esporádicos, isto é, não apresentam fator de risco reconhecido. Os estrogênios são hormônios esteróides sexuais que possuem profundo efeito sobre o sistema reprodutor feminino. Esses efeitos são mediados pelo receptor de estrogênio alfa (ESR1) e receptor de estrogênio beta (ESR2) que são as duas principais isoformas em humanos e apresentam distribuição e padrão de expressão distintos nos diferentes tecidos. A função do ESR1 na carcinogênese ovariana e os níveis protéicos desse receptor como fator de prognóstico e como indicador para terapia adjuvante com o tamoxifeno, não estão claramente estabelecidos no OVCA. Os Polimorfismos de Nucleotídeo Único (SNPs) PvuII (C/T) e XbaI (A/G), localizados no íntron 1 do gene do ESR1, podem estar envolvidos na progressão do OVCA, pois estudos sugerem que os referidos SNPs interferem em outras doenças relacionadas aos estrogênios. Com o estudo retrospectivo, selecionaram-se aleatoriamente 106 EOCs, 9 borderlines e 19 adenomas. Para as amostras controle, obtiveram-se 6 ovários normais e 72 amostras de sangue de indivíduos sem diagnóstico de OVCA. Este estudo conclui que há uma diferença significante na média de idade entre as mulheres acometidas por EOC e ADE. As mulheres que estão no período do climatério são as mais atingidas por essa malignidade, enquanto as mulheres mais jovens são comumente acometidas por adenoma. Os resultados desse trabalho indicaram que o genótipo Pp foi o mais freqüente entre os casos de EOC e que a presença do alelo ancestral x aumenta em 160% a chance do desenvolvimento de adenocarcinoma. Ademais, somente as amostras de EOC apresentaram expressão nuclear de ESR1. Não houve, porém, correlação significante entre os alelos estudados com a expressão do ESR1 nos vários casos de OVCA analisados. Logo, a presença dos alelos X, x, P e p não serviriam como fator preditivo para terapia adjuvante com os moduladores seletivos de receptor de estrogênio (SERMs), tais como o tamoxifeno. Este estudo denota a importância dos SNPs PvuII e XbaI, principalmente do alelo x, no risco do desenvolvimento do EOC e propõe que o ESR1 seja um novo candidato a biomarcador e/ou alvo terapêutico para essa enfermidade.

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