ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO QUÍMICA E DA ATIVIDADE ANTIBACTERIANA E ANTIFÚNGICA DE CLONES DE Schinus terebinthifolia Raddi

Nome: RODRIGO MORAES
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 01/03/2023
Orientador:

Nome Papelordem decrescente
JOSE AIRES VENTURA (M/D) Orientador

Banca:

Nome Papelordem decrescente
DENISE COUTINHO ENDRINGER Examinador Externo
RICARDO MACHADO KUSTER Examinador Externo
HILDEGARDO SEIBERT FRANÇA Examinador Externo
ALEXANDRE MARTINS COSTA SANTOS Examinador Interno
JOSE AIRES VENTURA (M/D) Orientador

Resumo: A aroeira (Schinus terebinthifolia Raddi) está inserida na Relação Brasileira de
Medicamentos Essenciais em função do seu potencial para gerar biocompostos
incluindo aqueles com propriedade antimicrobiana. A ocorrência de resistência aos antimicrobianos aumenta os custos de saúde, tempo de permanência em hospitais, morbidade e mortalidade. A OMS publicou uma lista de “agentes patogênicos prioritários” resistentes aos antibióticos na tentativa de orientar e promover a pesquisa, desenvolvimento e Inovação de novos antibióticos incluindo aqueles que possam combater o Staphylococcus aureus resistente à oxacilina e a Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase. Fungos do gênero Fusarium são importantes patógenos para plantas, humanos e animais, além de produtores de micotoxinas em alimentos, havendo uma grande carência de novas moléculas que possam ser usadas para o seu controle. Esta pesquisa buscou caracterizar o perfil fitoquímico de extratos polares e apolares de frutos maduros de quatro clones de aroeira e a atividade antimicrobiana para bactérias Staphylococcus aureus resistentes à oxaxilina, Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase e o fungo Fusarium guttiforme. Os extratos de todos os clones de aroeira mostraram atividade antimicrobiana para as bactérias e fungo, variando em função do clone e solvente utilizado. Os extratos polares apresentaram maior atividade antifúngica e antibacteriana, sendo mais ativos em bactérias Gram positivas. A atividade antifúngica e antibacteriana variou em função do clone avaliado. O clone BAAr 5 apresentou maior atividade antibacteriana enquanto os clones BAAr 5 e BAAr 8 maior atividade antifúngica. Os clones de aroeira apresentaram similaridade no perfil
cromatográfico por CLAD. Foi possível observar maior quantidade relativa de picos no clone BAAr 5 quando extraído por meio do solvente hidroetanólico. O
cromatograma dos extratos hexânicos apresentou maior diversidade de picos.
Houve maior abundância de sesquiterpenos comparado aos monoterpenos quando as amostras foram avaliadas em CG-EM. A espectrometria por meio de ESI(-)FT-ICR MS identificou a presença de 29 íons, compreendidos entre os m/z 195 e m/z 925 nos extratos polares dos clones. Vinte e quatro íons foram observados no clone BAAr 5, 20 no clone BAAr 8, 23 no clone BAAr9 e 17 no clone BAAr 23. Apesar dos clones terem sido cultivados sob as mesmas condições edafoclimáticas, apresentaram variação na atividade antimicrobiana e de compostos bioativos identificados. Sugere-se que o uso comercial da aroeira deve ser proveniente de plantas selecionadas e clonadas que apresentem as características desejadas.

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