TRANSCRIPTOMA DIFERENCIAL E MECANISMOS MOLECULARES ASSOCIADOS AO DESENVOLVIMENTO DOS SINTOMAS DA MELEIRA DO MAMOEIRO

Nome: LEIDY JOHANA MADROÑERO
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 06/07/2018
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
PATRICIA MACHADO BUENO FERNANDES (M/D) Orientador
SILAS PESSINI RODRIGUES Co-orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
ALEXANDRE MARTINS COSTA SANTOS Examinador Externo
FRANCISCO MURILO ZERBINI JUNIOR Examinador Externo
JOSE AIRES VENTURA (M/D) Examinador Interno
PATRICIA MACHADO BUENO FERNANDES (M/D) Orientador
SILAS PESSINI RODRIGUES Coorientador

Páginas

Resumo: A meleira é uma doença que afeta gravemente a cultura do mamoeiro no Brasil e no México, e que está associada à infecção combinada do Papaya meleira vírus (PMeV) e Papaya meleira virus 2 (PMeV2) (complexo PMeV). Os sintomas da doença manifestam-se apenas após a floração. Para compreender os mecanismos envolvidos neste fenômeno, o transcriptoma diferencial de C. papaya inoculada com o complexo PMeV foi analisado e resultou na modulação de 633 e 88 genes na pré- e pós-floração, respectivamente. Na prefloração, a análise funcional mostrou, principalmente, que enquanto genes relacionados à defesa e transporte são induzidos, os genes relacionados à estruturação da parede celular, receptores kinase ricos em leucina (RLK-LRR) e ciclo celular são reprimidos. Em relação aos genes relacionados às vias de defesa, foi observada a indução de vários genes envolvidos no metabolismo de calose, detoxificação das espécies reativas de oxigênio (ROS) e, genes responsivos ao ácido salicílico (AS), tais como PR1, PR2, PR5 e WRKY. Estes resultados indicaram o envolvimento da sinalização mediada pelo AS na tolerância de C. papaya ao desencadeamento dos sintomas durante a prefloração. Portanto, o papel do AS na resistência ao complexo PMeV foi avaliada mediante a aplicação exógena de AS em plantas inoculadas com o complexo PMeV, resultando numa tendência à diminuição no acúmulo do PMeV e o PMeV2 nas plantas tratadas com AS. Entretanto, durante a prefloração, as plantas também acumularam diferencialmente transcritos que codificam proteínas envolvidas no metabolismo de etileno, UDP-glicosiltransferases (UGTs) e, a proteína inibidora da proteína Non-Expresser of Pathogenesis Related Gene 1 (NPR1) NPR1-I/NIM1, componentes que possuem um papel antagônico na indução de genes de defesa mediada pelo AS. Adicionalmente, a diminuição na sinalização de AS parece ser acentuada durante a pós-floração, já que foi observada a repressão de PR1 e a indução do gene BSMT1 e de genes envolvidos no metabolismo de ácido jasmônico (AJ), que também são reguladores negativos na acumulação de AS. Estes resultados em conjunto sugerem que vias de defesa mediadas por AS funcionam nas plantas infectadas pelo complexo PMeV durante a prefloração, e poderiam retardar o desenvolvimento dos sintomas, porém, a indução dos seus reguladores negativos prejudica a ativação total e duradoura da resposta de defesa.

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