ANÁLISE PROTEÔMICA COMPARATIVA DE SACCHAROMYCES CEREVISIAE SUBMETIDA À ALTA PRESSÃO HIDROSTÁTICA

Nome: Carolina Dell´Santo Vieira Schuwartz
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 22/03/2010
Orientador:

Nomeordem crescente Papel
Patricia Machado Bueno Fernandes (M/D) Orientador

Banca:

Nomeordem crescente Papel
Russolina Benedeta Zingali Examinador Externo
Patricia Machado Bueno Fernandes (M/D) Orientador
Antonio Alberto Ribeiro Fernandes Examinador Interno

Resumo: A levedura Saccharomyces cerevisiae é um importante modelo usado para entender as respostas dos organismos aos estresses. A alta pressão hidrostática (HHP) causa um forte efeito na estruturas celulares e suas funções. No presente estudo, foram empregadas ferramentas da proteômica, principalmente a eletroforese bidimensional (2-DE), para fornecer informações sobre as mudanças na expressão de proteínas após tratamento de HHP. S. cerevisiae (tipo selvagem Y440) foi submetida à pressão hidrostática de 200 MPa por 30 min a temperatura ambiente e o perfil 2-DE foi comparado com o de células não pressurizadas. Diferentes protocolos de extração e precipitação para S. cerevisiae foram avaliados a fim de garantir uma alta resolução no 2-DE para as análises proteômicas. O protocolo escolhido para extração de proteínas foi utilizando células liofilizadas rompidas com pérolas de vidro em ausência de tampão e posterior sonicação com um tampão (Tris-HCl 100 mM pH 7,0) sem SDS. A integridade protéica foi monitorada por eletroforese em gel de poliacrilamida desnaturante à 12% e, mesmo em uma dimensão, diferentes intensidades nas bandas de proteínas foram observadas depois da HHP. Além disso, 282 spots foram detectados no 2-DE nas amostras tratadas de HHP em contraste com 300 spots no gel controle. As análises comparativas revelaram que 107 spots tiveram expressão alterada sob HHP, dentre eles, 56 foram aumentados e 48 foram diminuídos. As bandas identificadas diferencialmente foram analisadas por espectrometria de massa em espectrômetro do tipo MALDI-TOF e a enolase 2 de S. cerevisiae foi identificada, inferindo o envolvimento da glicólise na resposta ao estresse.

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