EFEITOS dos Inibidores do Hidrolisado da Casca de Coco
verde na Produção de Etanol de Segunda Geração Por
saccharomyces Cerevisiae Geneticamente Modificada

Nome: Matheus Silva Lage
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 03/02/2020
Orientador:

Nomeordem crescente Papel
Patricia Machado Bueno Fernandes (M/D) Orientador
Alexandre Martins Costa Santos Co-orientador

Banca:

Nomeordem crescente Papel
Patricia Machado Bueno Fernandes (M/D) Orientador
IARA REBOUÇAS PINHEIRO Examinador Interno
Fernando Araripe Gonçalves Torres Examinador Externo
Alexandre Martins Costa Santos Coorientador

Resumo: A produção de etanol a partir de resíduos lignocelulósicos é uma das principais fontes
renováveis para suprir a crescente demanda energética e contribuir com a produção dos
combustíveis convencionais. A casca de coco verde é um resíduo descartado a toneladas, se
tornando um problema ambiental. Por isso, sua utilização para a produção do etanol de
segunda geração é uma solução sustentável para a indústria. Para a obtenção do etanol, a
biomassa lignocelulósica passa por tratamentos físicos e químicos para disponibilizar
açúcares fermentáveis. No entanto, os açúcares vêm acompanhados de compostos que
inibem o crescimento e a fermentação de microrganismos, incluindo a levedura
Saccharomyces cerevisiae, o principal organismo utilizado na produção industrial de etanol.
Considerando o impacto que os compostos inibitórios exercem no rendimento de etanol de
segunda geração, o objetivo do presente trabalho foi avaliar os efeitos dos principais inibidores
da casca de coco verde, individualmente e em associação, no crescimento e na fermentação
por uma cepa de S. cerevisiae geneticamente modificada. Os resultados dos experimentos
mostraram que os ácidos fracos (ácido acético e ácido fórmico) em meio sintético afetam
negativamente a taxa de crescimento da cepa G2-104, mas não prejudicam os títulos de
etanol quando avaliados em condições viáveis para o desenvolvimento da cepa. O ácido 4-
hidróxibenzoico é o principal composto fenólico presente na biomassa de coco verde e não
exerceu efeitos negativos no crescimento e na fermentação pela cepa dentro das
concentrações avaliadas. Além disso, quando adicionado juntamente a uma alta concentração
de ácido fórmico, o desempenho da cepa melhorou quando comparado ao perfil fermentativo
da levedura na presença de ácido fórmico individualmente. Nos hidrolisados de coco, a cepa
obteve os rendimentos de etanol próximos ao resultado obtidos em meio sintético, mesmo
com a adição de mais compostos inibitórios ao meio, demonstrando que a linhagem possui
tolerância e bom desempenho neste tipo de hidrolisado.

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