Summary: Com elevado teor nutricional, o açaí é comumente associado a uma fruta proveniente da região norte do Brasil. A disseminação do seu consumo em várias regiões do Brasil deve-se principalmente às suas características alimentares e funcionais, uma vez que possui nutrientes pertencentes às classes de antocianinas e ácidos graxos insaturados, entre outros (TEIXERA e SOLTO, 2015).
Antes caracterizado por vendas regionais, o açaí atualmente possui importância nacional e internacional. Em 2015, o Pará exportou mais de 6 mil toneladas do mix de açaí (mistura da fruta com banana e guaraná) para os Estados Unidos e Japão, o equivalente a US$ 22,6 milhões. Os mercados norte-americano e japonês são o destino de 90% das exportações de açaí. Os outros 10% são comprados pela Alemanha, Bélgica, Reino Unido, Angola, Austrália, Canadá, Chile, China, Cingapura, Emirados Árabes, França, Israel, Nova Zelândia, Peru, Porto Rico, Portugal e Taiwan (MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, 2016).
Dentro das espécies nativas do Brasil as mais importantes, do ponto de vista agroindustrial são Euterpe edulis (açaí-juçara), Euterpe oleracea (açaí-touceira) e, bem secundariamente, Euterpe precatoria (açaí-solteiro). A espécie E. edulis é nativa da Floresta Atlântica e Cerrado, enquanto as duas últimas da Bacia Amazônica. No início da exploração dessas plantas objetivava-se a extração do palmito, embora atualmente seu principal produto seja o fruto fresco. Dentre estas três espécies, E. oleracea é a mais explorada comercialmente, sendo o estado do Pará o seu maior produtor e responsável por 51% da produção nacional (LUNZ et al., 2014).
As limitações do sistema de identificação morfológica e a insuficiência de taxonomistas especializados nos diferentes grupos de organismos impulsionaram o desenvolvimento de novos métodos para a identificação de espécies como, por exemplo, o desenvolvimento do “Projeto do Código de Barras da Vida” (The Barcode of Life Project). Este projeto propõe um sistema único e universal com o objetivo de identificar todos os organismos em nível específico, utilizando-se pequenos trechos de DNA de regiões padronizadas do genoma. Tais sequências de DNA podem ser usadas para identificar diferentes espécies, da mesma maneira que um scanner de supermercado usa as listras pretas do código de barras UPC (Universal Product Code) para identificar suas compras (HEBERTH et al., 2003; AZEREDO, 2005).
Iniciativas de produção do açaí com os frutos da palmeira juçara podem ser verificadas em vários estados inseridos no domínio da Mata Atlântica, como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul (REIS, 2012). Entretanto, como não há legislação que regulamente a identidade e qualidade para polpa da espécie E. edulis muitos produtos comercializados como “açaí” podem ser oriundos do fruto da juçara ou mesmo serem açaí misturado com fruto da juçara.
A fim de rastrear se os produtos comercializados como “açaí” estão de acordo com o que está descrito em seus respectivos rótulos, propomos o desenvolvimento de uma metodologia que diferencie as espécies do gênero Euterpe através de DNA barcoding.

Starting date: 2019-05-01
Deadline (months): 48

Participants:

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Coordinator * Greiciane Gaburro Paneto
Student Doctorate * Magda Delorence Lugon
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