O Estudo Ultraestrutural de Doenças Metabólicas

Nome: Ludmilla Carvalho Rangel Resgala
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 28/02/2019
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Ian Victor Silva Orientador
Leticia Batista Azevedo Rangel Co-orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Cláudia do Ó Pessoa Examinador Externo
Fernando Luiz Herkenhoff Vieira Examinador Externo
Flavia de Paula (M/D) Examinador Interno
João Carlos de Auino Almeida Examinador Externo
Leticia Batista Azevedo Rangel Coorientador

Resumo: Os danos celulares podem ser causados por fatores relacionados ao
envelhecimento ou provocados por agentes causadores de estresse. Nesse
estudo, nosso objetivo geral foi estudar a ultraestrutura de doenças
metabólicas. Dentre as doenças metabólicas relacionadas ao envelhecimento
destacam-se a osteoporose e a doença de Alzheimer (DA) e, para esse
estudo, utilizamos camundongos C57 Black 6, de 12 meses de idade, SHAM,
ovariectomizadas (OVX), APOEKO e APOEKO/OVX como modelos de
osteoporose e DA. Através da análise ultraestrutural, revelamos que os
danos causados no cérebro de animais APOEKO, como arterosclerose,
quebra da barreira hematoencefálica, ativação de micróglia, formação de
NFT`s e perda de neurópilo foram potencializados pela depleção de
estrogênio. Nossos dados acerca da ultraestrutura óssea revelaram que os
danos à microarquitetura óssea dos animais APOEKO/OVX foram mais
graves, tal como ocorreu no cérebro, quando comparados aos outros grupos.
Além disso, descrevemos, pela primeira vez, que a amiloidose em animais
APOEKO é potencializada pela deficiência de estrogênio (OVX). No que diz
respeito ao estudo ultraestrutural da doença metabólica provocada por
estresse, utilizamos como modelo ratas Wistar tratadas com 100 ng/kg/dia de
tributilestanho (TBT), um organoestanho poluente considerado altamente
tóxico, por um período de 15 dias. Nossos resultados revelaram que o
estresse por TBT foi capaz de desencadear danos na microarquitetura óssea
das vértebras das ratas, em um processo semelhante à osteoporose. Além
disso, vimos que a densidade mineral (DMO) óssea foi menor nas ratas
tratadas. Nossos estudos demonstram também, pela primeira vez, que o TBT
é um poluente capaz de promover graves danos no metabolismo ósseo,
como desenvolvimento de osteoporose. Possivelmente, o TBT atua afetando
o metabolismo do estrogênio na manutenção da microarquitetura óssea ou
ainda substituindo erroneamente outros íons divalentes como Ca2+ ou Mg2+
na formação da matriz mineral óssea.

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